quarta-feira, 30 de agosto de 2017

COMO DEVE SER A CATEQUESE ?

FORMAÇÃO
ESPIRITUALIDADE

A Moral católica é a base do comportamento do cristão; por isso é ensinada na catequese, de modo que o cristão, conhecendo os dogmas da fé e celebrando na liturgia os Sacramentos da salvação, viva também conforme as leis de Deus. O Catecismo da Igreja Católica ensina como deve ser a catequese (CIC §1697): “Importa, na catequese, revelar com toda clareza a alegria e as exigências do caminho de Cristo (Cf. CT 29).
A catequese da “vida nova” (Rm 6,4) em Cristo será:
 
1 – Uma catequese do Espírito Santo, Mestre interior da vida segundo Cristo, doce hóspede e amigo que inspira, conduz retifica e fortifica esta vida. O Espírito Santo convence o cristão da beleza da “Lei de Cristo”, e o faz vivê-la com gosto, sem peso; é um jugo suave e um fardo leve que verdadeiramente liberta dos pecados e dos vícios e o conduz à santidade. 
 
2 – Uma catequese da graça, pois é pela graça que somos salvos, e é pela graça que nossas obras podem produzir frutos para a vida eterna; sem a graça de Deus o homem não pode vencer a fraqueza da natureza humana prejudicada pelo pecado original. A graça de Deus alimenta e fortalece nossas disposições naturais para vivermos segundo a vontade de Deus.
 
3 – Uma catequese das bem-aventuranças, pois o caminho de Cristo se resume às bem-aventuranças, único caminho para a felicidade eterna, à qual o coração do homem aspira. No Sermão da Montanha Cristo traçou a “Constituição do Reino de Deus”, a Carta Magna do cristão; a lei da santidade. 
 
4 – Uma catequese do pecado e do perdão, pois, sem se reconhecer pecador, o homem não pode conhecer a verdade sobre si mesmo, condição do reto agir, e sem a oferta do perdão não poderia suportar essa verdade. Reconhecendo-se pecador, e acolhendo o perdão de Deus pelo sangue de Cristo por nós derramado, o cristão se vê livre da pior realidade deste mundo: o pecado. Cristo veio exatamente “para tirar o pecado do mundo” (Cf. Jo 1, 29); Ele é o Cordeiro de Deus que aceitou ser imolado para curar a lepra da nossa alma e nos reconciliar com Deus. 
 
5 – Uma catequese das virtudes humanas, que faz abraçar a beleza e a atração das retas disposições em vista do bem. No lado oposto dos pecados capitais (soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça),o cristão deve viver as “virtudes capitais” (humildade, desprendimento, pureza, temperança, bondade, diligência), que trazem a felicidade a seu coração.
 
6 – Uma catequese das virtudes teologais da fé, esperança e caridade, que se inspira com prodigalidade no exemplo dos santos. Essas virtudes são relacionadas ao próprio Deus, por isso são teologais; a fé que vem de Deus (“Sem fé é impossível agradar a Deus”); a esperança que nos conduz ao céu, a vida eterna em Deus; e o amor que é a própria realidade de Deus. 
 
7- Uma catequese do duplo mandamento da caridade desenvolvido no Decálogo. São Paulo disse que “a caridade é vínculo da perfeição”, e que, “quem vive a caridade cumpre toda a lei”. Todos os mandamentos foram reduzidos pelo Senhor em: “Amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo”. Esta é a Lei e os Profetas.
 
8 – Uma catequese eclesial, pois é nos múltiplos intercâmbios dos “bem espirituais” na “comunhão dos santos” que a vida cristã pode crescer, desenvolver-se e comunicar-se. Cristo instituiu a Igreja para levar a salvação a todos os homens de todos os tempos e lugares até que Ele volte; por isso a Igreja é “o sacramento universal da salvação”; ela é necessária para a salvação; sem ela não há os sacramentos da salvação. A catequese deve ensinar o Credo da Igreja, os Sacramentos da Igreja, a Moral da Igreja, a Liturgia da Igreja e a Oração da Igreja.
 
Esses são os princípios básicos que não podem faltar em uma boa catequese, fiel ao que Cristo Jesus nos ensinou e quer que a Igreja transmita a seus filhos para que sejam salvos.

Felipe Aquino

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

EVANGELHO DO DIA (30/08/2017 )

LITURGIA DIÁRIA
Evangelho (Mt 23,27-32)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus: 27“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! 28Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça.
29Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, 30e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. 31Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. 32Completai, pois, a medida de vossos pais!”
— Palavra do Senhor.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA (30/08/2017 )

São Cesário de Arles, se abriu ao querer de Deus

São Cesário de Arles buscava comunicar a ortodoxia da fé 

Os santos, como ninguém, entenderam que a Graça do Cristo que quer santificar a todos, é sempre a mesma, na eficiência, abundância e liberalidade. Cesário de Arles foi um destes homens que se abriu ao querer de Deus, e por isso como Bispo tornou-se uma personalidade marcante do seu tempo.
Cesário nasceu na França em 470, e ao deixar sua casa entrou para o mosteiro de Lérins, onde se destacou pela inteligência, bom humor, docilidade e rígida penitência, que mais tarde acabou exigindo imperfeitamente dos monges sob sua administração. Diante dos excessos de penitências, Cesário precisou ir se tratar na cidade de Arles – Sul da França- local do aprofundamento dos seus estudos e mais tarde da eleição episcopal.
São Cesário de Arles, até entrar no Céu com 73 anos de idade, ocupou-se até o fim com a salvação das almas e isto fazia, concretamente, pela força da Palavra anunciada e escrita, tornando-se assim o grande orador popular do Ocidente latino e glória para a vida monástica. Já que escreveu duas Regras monásticas. Em tudo buscava comunicar a ortodoxia da Fé e aquilo que lutava para viver com o Espírito Santo e irmãos, por isto no campo da moral cristã, Cesário de Arles salientava o cultivo da justiça, prática da misericórdia e o cuidado da castidade.
São Cesário de Arles, rogai por nós!

EVANGELHO DO DIA (29/08/2017 )

LITURGIA DIÁRIA
Evangelho (Mc 6,17-29)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 17Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.
21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. 23E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”.
24Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João.
O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.
— Palavra do Senhor.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA (29/08/2017 )

Martírio de São João Batista, o último e maior dos profetas

São João Batista, ao denunciar os vícios e injustiças deixou Deus conduzi-lo

Com satisfação lembramos a santidade de São João Batista que, pela sua vida e missão, foi consagrado por Jesus como o último e maior dos profetas: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista…De fato , todos os profetas, bem como a lei, profetizaram até João. Se quiserdes compreender-me, ele é o Elias que deve voltar.” (Mt 11,11-14)
Filho de Zacarias e Isabel, João era primo de Jesus Cristo, a quem “precedeu” como um mensageiro de vida austera, segundo as regras dos nazarenos.
São João Batista, de altas virtudes e rigorosas penitências, anunciou o advento do Cristo e ao denunciar os vícios e injustiças deixou Deus conduzí-lo ao cumprimento da profecia do Anjo a seu respeito: “Pois ele será grande perante o Senhor; não beberá nem vinho, nem bebida fermentada, e será repleto do Espírito Santo desde o seio de sua mãe. Ele reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus: e ele mesmo caminhará à sua frente…” ( Lc 1, 15)
São João Batista desejava que todos estivessem prontos para acolher o Mais Forte por isso, impelido pela missão profética, denunciou o pecado do governador da Galileia: Herodes, que escandalosamente tinha raptado Herodíades – sua cunhada – e com ela vivia como esposo.
Preso por Herodes Antipas em Maqueronte, na margem oriental do Mar Morto, aconteceu que a filha de Herodíades (Salomé) encantou o rei e recebeu o direito de pedir o que desejasse, sendo assim, proporcionou o martírio do santo, pois realizou a vontade de sua vingativa mãe: “Quero que me dês imediatamente num prato, a cabeça de João, o Batista” (Mc 6,25)
Desta forma, através do martírio, o Santo Precursor deu sua vida e recebeu em recompensa a Vida Eterna reservada àqueles que vivem com amor e fidelidade os mandamentos de Deus.
São João Batista, rogai por nós!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

QUAL A IMPORTÂNCIA DOS PAIS INCENTIVAREM OS FILHOS A IREM À CATEQUESE ?

FORMAÇÃO

EDUCAÇÃO RELIGIOSA

Os pais não vão à Igreja, mas obrigam seus filhos a fazerem a catequese

A Igreja ensina que “a catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e adultos, que compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com o fim de os iniciar na plenitude da vida cristã” (Catecismo n. 5). A Catequese é dada em tomo de quatro pilares: o Credo, que é tudo o que cremos; os sacramentos da fé, que é a celebração do que cremos; a moral baseada nos Dez Mandamentos, que é como o cristão deve viver e se comportar; e a vida de oração do cristão, com base especialmente no Pai-Nosso.
Evidentemente, essa não é uma tarefa fácil de ser cumprida bem, e que não pode ficar somente a cargo da Igreja. Os pais cristãos, que levam seus filhos para serem batizados na Igreja, têm uma enorme responsabilidade na catequese deles, pois diz o nosso Catecismo: “Os pais são os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos na fé, na oração e em todas as virtudes. Eles têm o dever de prover, na medida do possível, as necessidades físicas e espirituais de seus filhos” (n.2252).
Qual a importância dos pais incentivarem os filhos a irem na catequeseFoto: Wesley Almeida/cancaonova.com

A catequese na vida dos filhos

Infelizmente, muitos pais cristãos deixam seus filhos sem essa formação espiritual, e muitos que levam seus filhos para a catequese da Primeira Comunhão não os acompanham devidamente nessa atividade espiritual fundamental para a vida deles. Muitos são os pais cristãos que não participam nem ajudam na catequese; às vezes, até dificultam-na, impedindo que seus filhos participem de todas as atividades programadas.
Outros não se interessam em acompanhar em casa o que a criança está aprendendo e vivendo na catequese. Esse tem sido um dos grandes problemas que os catequistas enfrentam. Muitos pais não comparecem às reuniões com os catequistas.
Uma criança só terá um bom desempenho na catequese se os pais tiverem junto com elas uma vivência religiosa, em casa e na Igreja. A educação, sobretudo, dá-se pelo exemplo. Uma criança que vê o pai e a mãe rezarem reza também e naturalmente. Uma criança que vai à Missa com seus pais, aprende suavemente o bom hábito de ir à Missa aos domingos e dias santos. Por isso, é lamentável que os pais coloquem seus filhos na catequese, como se fosse apenas uma obrigação, mas sem terem uma vivência religiosa, sem os levarem à igreja. Essa criança dificilmente terá um bom aprendizado das coisas sagradas de Deus.

Educação religiosa

A Igreja ensina que é na família cristã o primeiro lugar da educação para a oração. Fundada sobre o sacramento do matrimônio, a família é “a Igreja doméstica” onde os filhos de Deus aprendem a orar e a perseverar na oração (cf.n. 2685).
A Igreja ensina que “a educação para a fé, por parte dos pais, deve começar desde a mais tenra infância. Ocorre já quando os membros da família se ajudam a crescer na fé pelo testemunho de uma vida cristã de acordo com o Evangelho. A catequese familiar precede, acompanha e enriquece as outras formas de ensinamento da fé. Os pais têm a missão de ensinar os filhos a orar e descobrir sua vocação de filhos de Deus” (Cat. n. 2226).
Outra providência que ajuda na catequese dos filhos é os pais escolherem para eles uma escola que corresponda às suas próprias convicções religiosas. Hoje, em algumas escolas, é ensinado às crianças algumas coisas que não estão de acordo com a fé da Igreja. Esse direito é fundamental. Os pais têm, enquanto possível, o dever de escolher as escolas que melhor possam ajudá-los em sua tarefa de educadores cristãos.

Pais e filhos devem rezar juntos

É fundamental também para o bom fruto da catequese e da educação religiosa dos filhos, que os pais levem uma vida conjugal com espírito cristão, no amor e na fidelidade, criando um lar de paz e velando pela educação cristã dos filhos. Se, no lar, os pais não cultivam os valores cristãos, como a bondade, mansidão, amor, desprendimento, caridade, humildade, temperança, simplicidade etc., aquilo que o filho aprende na catequese não será sedimentado em sua vida. Uma educação adequada ensina a virtude, preserva ou cura do medo, do egoísmo e do orgulho. A educação da consciência da criança garante para ela a liberdade e gera a paz do coração.
Por tudo isso, o Catecismo da Igreja diz: “O papel dos pais na educação é tão importante, que é quase impossível substituí-los” (n. 2221); e isso vale, de modo especial, para a formação espiritual. Portanto, os pais que colocam seus filhos na catequese da Igreja precisam acompanhá-los, tanto no que estão vivendo e aprendendo, como complementar essa formação em casa, com bons exemplos, oração, meditação do Evangelho com eles, e participação na vida da Igreja, sobretudo da Santa Missa.

Felipe Aquino

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

EVANGELHO DO DIA (28/08/2017 )

LITURGIA DIÁRIA

21ª Semana do Tempo Comum - Segunda-feira 28/08/2017

Evangelho (Mt 23,13-22)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus: 13“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós fechais o Reino dos Céus aos homens. Vós porém não entrais, 14nem deixais entrar aqueles que o desejam. 15Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós percorreis o mar e a terra para converter alguém, e quando conseguis, o tornais merecedor do inferno, duas vezes pior do que vós.
16Ai de vós, guias cegos! Vós dizeis: ‘Se alguém jura pelo Templo, não vale; mas, se alguém jura pelo ouro do Templo, então vale!’ 17Insensatos e cegos! O que vale mais: o ouro ou o Templo que santifica o ouro? 18Vós dizeis também: ‘Se alguém jura pelo altar, não vale; mas, se alguém jura pela oferta que está sobre o altar, então vale!’
19Cegos! O que vale mais: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? 20Com efeito, quem jura pelo altar, jura por ele e por tudo o que está sobre ele. 21E quem jura pelo Templo, jura por ele e por Deus que habita no Templo. 22E quem jura pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está sentado”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.